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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Brasileiro, o telespectador infantil

Em tempos de BBB 11 (triplo besteirol onze), só lendo o texto abaixo:

Por Ale Rocha . 21.01.11 - 14h28 (Yahoo colunistas).

Brasileiro, o telespectador infantil

Lá se vão pouco mais de 60 anos desde a sua estreia. No dia 18 de setembro de 1950, em São Paulo, a TV Tupi foi a primeira emissora de televisão brasileira. Porém, apesar de sexagenária, boa parte de sua audiência parece continuar na primeira infância, fase que compreende do nascimento aos três anos de idade e é marcada pela dependência de terceiros, pelo egocentrismo e a repetição de gestos e hábitos para se sentir segura.
Os exemplos mais recentes desta imaturidade foram o fim de “Passione”, a estreia de “Insensato Coração” e o retorno do “Big Brother Brasil”.
Um dos poucos autores que ainda tem meu respeito, Silvio de Abreu quase não ousou em “Passione”. Bons tempos em que ele brincava com as regras do folhetim, como em “Guerra dos Sexos”, “Sassaricando” e “A Incrível Batalha das Filhas da Mãe no Jardim do Éden”. O único abuso e afronta de “Passione” foi a pedofilia. O autor merece elogios por tratar de forma escancarada um tema tão delicado, e ainda contar com a excepcional atuação de Daisy Lucidi, a ‘velha porca’ Valentina Miranda.
Silvio de Abreu cedeu de vez ao comodismo em “Passione”. Não foi uma novela fraca, mas a trama ficou bem aquém de seus trabalhos mais recentes. O autor requentou sua fórmula de sucesso – thriller e comédia, com toques de melodrama. Funcionou, mas sem a magia de “Torre de Babel”, “A Próxima Vítima” e “Belíssima”.
O público notou a falta de criatividade de Silvio de Abreu. Nas redes sociais, milhares de telespectadores ficaram descontentes com o encerramento da trama. Porém, mesmo assim ofereceram uma audiência estrondosa para o último capítulo de “Passione”. Média de 52 pontos, com 75% dos televisores ligados sintonizados na novela.
Começa “Insensato Coração”. Gilberto Braga não é mais o mesmo. Seu texto está pobre. Logo nos primeiros capítulos, o autor já estabelece quem são os mocinhos e os vilões. Não há mais uma análise moral e ética dos personagens, como em “Vale Tudo”, atualmente em exibição na TV paga, ou em “O Dono do Mundo”.
A audiência mais uma vez nota o comodismo do autor, mas nem por isso deixa de prestigiar a novela. Na estreia, marcou 37 pontos, mesma média do início de “Passione”. Os telespectadores voltam a se comportar como uma criança na primeira infância.
Mas é com o “BBB’ que o telespectador brasileiro expõe por completo sua imaturidade. Há anos, boa parte da audiência repete a mesma ladainha. Dizem que o reality show é uma perda de tempo, que a televisão deveria investir em programas educativos e que a Globo contribui para a ignorância da população, entre outras bobagens panfletárias.
A campanha mais recente defende a troca do “BBB” por um livro. Ora, eu posso ler e assistir ao reality show. Que crime há nisso? Quem adere a essa pretensa campanha educativa quer apenas posar de intelectual. Sejamos sinceros: ninguém trocará o “BBB” por um livro. Nem mesmo por programas educativos.
Fosse assim, neste momento a TV Cultura e a TV Brasil estariam arrebentando na audiência. Apenas falácia de telespectadores que desejam parecer superiores aos demais, mas que no fim revelam seu comportamento infantil. Se sentem os donos da razão, precisam da aprovação de terceiros (olhem para mim, sou intelectual!) e dão sua espiadinha escondida no reality show. Afinal, quem não assiste ou pouco se importa com o “BBB” sequer se manifesta. Lê seu livro, vai ao cinema, ouve música ou dorme sem carregar bandeira alguma.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Caos e desvios, afetam entrega de doações (FSP).

Apesar do caos e dor que vivem as vítimas de algumas cidades na região serrana do Rio, oportunistas ou poderia dizer "bandidos", aproveitam-se da situação e tentam lucrar com a desgraça alheia e assim revelam-nos que o brasileiro com certeza é um povo solidário, porém também "esperto", abaixo segue a matéria:
 

São Paulo, segunda-feira, 17 de janeiro de 2011


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Caos e desvios afetam entrega de doações

Militares envolvidos na distribuição de mantimentos ouvem relatos de que há pessoas que pegam produtos sem precisar

Há locais onde morador implora por água; centro de coordenação operacional foi criado para melhorar logística

ALENCAR IZIDORO
MARLENE BERGAMO
ENVIADOS A NOVA FRIBURGO
HUDSON CORREA
ENVIADO A TERESÓPOLIS

Há ao menos 170 toneladas de doações e milhares de voluntários. Mas a situação caótica na região serrana do Rio tem dificultado a entrega de água, comida e roupas aos moradores que mais precisam de ajuda. Também começam a surgir indícios de desvios das doações.
Em Nova Friburgo, militares envolvidos na rede de assistência ouvem relatos de aproveitadores que pegam doações sem precisar ou tentam comercializar produtos.
"O cúmulo é essa história de buscar cesta básica para vender. Ou então, gente que aparece com carrão de luxo querendo mantimento", disse Edson Ney dos Santos, 41, sargento da Marinha.
Em Teresópolis, um dos coordenadores do atendimento, o empresário Sérgio Epifânio, disse que pessoas se registraram como voluntárias só para receber doação.
"Tem gente que recebeu e não estava desabrigado. Tem gente que recebeu dez vezes a mesma coisa."
Na cidade, o centro que recebe e distribui donativos é o ginásio Pedrão. Epifânio cuida do acesso à quadra esportiva. No local são distribuídas as roupas.
PMs vigiam o procedimento. Epifânio chama um PM e aponta para um voluntário que, segundo ele, precisa ser retirado da quadra para não desviar donativos.

CARÊNCIA
Enquanto isso, há moradores que imploram por ajuda em locais afastados, como a Folha constatou em Friburgo ao acompanhar a entrega de mantimentos feita por três caminhões da Marinha.
"Água, meu senhor", gritavam mulheres do bairro de Riograndina, atirando-se à frente do comboio.
Em Friburgo, as maiores doações são concentradas em espaços desativados da fábrica Ypu. O montador Rodrigo Regly, 29, esteve ontem por lá, como representante de um grupo de 200 famílias, para reivindicar alimentos no Alto do Mozer.
"Estão todos isolados há cinco dias. Não tem água, luz e ninguém aparece."
No trajeto percorrido pela Folha num caminhão da Marinha com três toneladas de comida, a rota teve que ser alterada duas vezes: primeiro, devido à queda de uma ponte; depois, pelo desabamento de um morro.
Percurso que não deveria levar nem meia hora demorou duas. Os engarrafamentos são um problema até para veículos oficiais. Há tantos que a prioridade de circulação não significa agilidade.
Nos bairros atendidos, os militares eram recebidos com gratidão. "Estávamos bebendo água da goteira", dizia Emilia Patueli, 72, moradora de Riograndina.
O vice-governador, Luiz Fernando Pezão, admitiu problemas, mas disse que as entregas devem ser normalizadas porque foi criado um centro de coordenação operacional, que reúne as prefeituras das cidades atingidas, Estado e União.
O centro será comandado pelo ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, general José Elito Siqueira.

Colaboraram JANAÍNA LAGE, no Rio, e FELIPE CARUSO, em Friburgo

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Matéria - Yahoo colunistas.

Creio que a maioria de nós entendemos que o Estado é incompetente e só legisla para uma minoria, a matéria a seguir mostra-nos que, além da incompetência já dita acima, falta ética e vergonha na cara de muita gente que se diz defensor dessa ou aquela causa, no caso da matéria, é vergonhoso uma atriz famosa, com renda bem acima da média da maioria da população brasileira, beneficiar-se de uma lei (arcaica e sem propósito, pricipalmente para os novos tempos), pois declara-se solteira, enfim, é muita cara de pau, segue o texto:

matéria original: http://colunistas.yahoo.net/posts/7772.html
A atriz, apresentadora e pretensamente feminista Maitê Proença (aquela que conclamou os “machos selvagens” para que salvassem o Brasil de Dilma Rouseff) tem uma pensão vitalícia de 13 mil reais por ser filha de funcionário público e solteira. Está na lei, e, friamente, ela tem direito ao nosso dinheiro de contribuinte.
A SPPrev, autarquia vinculada à Secretaria de Fazenda do Estado de São Paulo, tentou suspender o benefício em 2009, com base em um trecho de um livro de Maitê dizendo que tinha vivido em relação estável por 12 anos. A declaração deveria ser suficiente para excluí-la da categoria “solteira”, no entendimento da SPPrev. Numa decisão em meados do ano passado, a Justiça brasileira suspendeu a decisão da autarquia e concedeu o direito à pensão para a Srta. Proença.
A lei complementar de 1978 garante o direito à pensão paras as filhas solteiras de servidores públicos, desde que não se casem nunca; em se unindo em matrimônio, perdem a pensão. Não há outra palavra exceto “absurdo” para qualificar a aplicação dessa lei, mais ainda no caso específico.
Surgida num contexto diferente, e mesmo assim já atrasada, a ideia da lei era garantir o sustento de pessoas que não conseguiriam sozinhas, desde que sejam filhas de funcionários públicos. Além disso, o anacronismo da pensão é evidente. A necessidade de ser mulher e solteira é porque, preconceituosamente, assume que a uma mulher não resta outra opção que não a de ser sustentada pelo “macho selvagem”, pai ou marido.
Que as mulheres são minoria – no sentido de representação social e participação econômica, e não numérico do termo –, não há dúvida alguma. Tampouco de que merecem atenção especial de leis contra a discriminação no ambiente de trabalho ou a agressão doméstica que as vitimiza. No Brasil, dez mulheres são mortas por dia, a esmagadora maioria pelos seus companheiros. Mas isso em nada tem relação com a pensão para filhas solteiras de servidores públicos. Não é esta uma ação afirmativa, de caráter social, apenas um privilégio.
Se há a intenção de proteger as vidas daqueles incapazes de cuidar de si mesmo por seu próprio sustento, por que o benefício é restrito a algumas categorias, em especial de funcionários públicos? Por que ela não é estendida a todos aqueles que, por qualquer motivo, não conseguem meio de subsistência? Por que Maitê tem direito, enquanto pessoas realmente excluídas, alijadas da sociedade de consumo não são contempladas?
É por demais óbvio que a atriz e apresentadora está entre os 5% mais ricos do país, por mérito próprio. Ainda assim, a Justiça brasileira, e os brilhantes e caríssimos advogados, garantiram uma “pequena” quantia mensal para Maitê, o suficiente para seus alfinetes. É este o nosso Estado e nossa justiça, cheios de privilégios para uma pequena casta, enquanto o resto da população sequer tem acesso aos direitos básicos.
Para aqueles que lutam pela igualdade de direitos civis,  que acham que o Direito deve reconhecer um fato, deve se adaptar aos tempos, a insistência e o recurso dos advogados de Maitê Proença e a consequente decisão a favor da manutenção da pensão são um enorme desserviço.
Ao achar que filhas solteiras de servidores públicos têm direito à pensão, que sai do bolso da população, a Justiça zomba mais uma vez de todos nós. E a Srta. Proença prova que é uma excelente atriz, pelo menos na encenação do papel de feminista.

E para finalizar e desejá-los um ótimo final de semana, apesar das tragédias vistas nos últimos dias, em vários estados, principalmente no Rio, segue um trecho da letra de uma música do Cazuza:
...
Brasil!
Mostra tua cara
Quero ver quem paga
Pra gente ficar assim
Brasil!
Qual é o teu negócio?
O nome do teu sócio?
Confia em mim...
fonte: http://letras.terra.com.br/cazuza/7246/

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Projeto de lei - educação.

Uma amiga enviou-me uma mensagem com o texto de um projeto de lei que tramita no Senado Federal, além de importante, o projeto também é mudança de cultura no que diz respeito ao ensino público fundamental, e creio que seja também uma forma de exigirmos ensino de qualidade para todas as camadas da sociedade brasileira, segue o texto logo abaixo:

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº, DE 2007

PLS - PROJETO DE LEI DO SENADO, Nº 480 de 2007

Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.
O CONGRESSO NACIONAL decreta:
Art. 1º
Os agentes públicos eleitos para os Poderes Executivo e Legislativo federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal são obrigados a matricular seus filhos e demais dependentes em escolas públicas de educação básica.

Art. 2º

Esta Lei deverá estar em vigor em todo o Brasil até, no máximo, 1º de janeiro de 2014.
Parágrafo Único. As Câmaras de Vereadores e Assembléias Legislativas Estaduais poderão antecipar este prazo para suas unidades respectivas.

JUSTIFICAÇÃO

No Brasil, os filhos dos dirigentes políticos estudam a educação básica em escolas privadas. Isto mostra, em primeiro lugar, a má qualidade da escola pública brasileira, e, em segundo lugar, o descaso dos dirigentes para com o ensino público.
Talvez não haja maior prova do desapreço para com a educação das crianças do povo, do que ter os filhos dos dirigentes brasileiros, salvo raras exceções, estudando em escolas privadas. Esta é uma forma de corrupção discreta da elite dirigente que, ao invés de resolver os problemas nacionais, busca proteger-se contra as tragédias do povo, criando privilégios.
Além de deixarem as escolas públicas abandonadas, ao se ampararem nas escolas privadas, as autoridades brasileiras criaram a possibilidade de se beneficiarem de descontos no Imposto de Renda para financiar os custos da educação privada de seus filhos.
Pode-se estimar que os 64.810 ocupantes de cargos eleitorais –vereadores, prefeitos e vice-prefeitos, deputados estaduais, federais, senadores e seus suplentes, governadores e vice-governadores, Presidente e Vice-Presidente da República – deduzam um valor total de mais de 150 milhões de reais nas suas respectivas declarações de imposto de renda, com o fim de financiar a escola privada de seus filhos alcançando a dedução de R$ 2.373,84 inclusive no exterior. Considerando apenas um dependente por ocupante de cargo eleitoras.
O presente Projeto de Lei permitirá que se alcance, entre outros, os seguintes objetivos:
a) ético: comprometerá o representante do povo com a escola que atende ao povo;
b) político: certamente provocará um maior interesse das autoridades para com a educação pública com a conseqüente melhoria da qualidade dessas escolas.
c) financeiro: evitará a “evasão legal” de mais de 12 milhões de reais por mês, o que aumentaria a disponibilidade de recursos fiscais à disposição do setor público, inclusive para a educação;
d) estratégica: os governantes sentirão diretamente a urgência de, em sete anos, desenvolver a qualidade da educação pública no Brasil.
Se esta proposta tivesse sido adotada no momento da Proclamação da República, como um gesto republicano, a realidade social brasileira seria hoje completamente diferente. Entretanto, a tradição de 118 anos de uma República que separa as massas e a elite, uma sem direitos e a outra com privilégios, não permite a implementação imediata desta decisão.
Ficou escolhido por isto o ano de 2014, quando a República estará completando 125 anos de sua proclamação. É um prazo muito longo desde 1889, mas suficiente para que as escolas públicas brasileiras tenham a qualidade que a elite dirigente exige para a escola de seus filhos.
Seria injustificado, depois de tanto tempo, que o Brasil ainda tivesse duas educações – uma para os filhos de seus dirigentes e outra para os filhos do povo –, como nos mais antigos sistemas monárquicos, onde a educação era reservada para os nobres.
Diante do exposto, solicitamos o apoio dos ilustres colegas para a aprovação deste projeto.
Sala das Sessões,
Senador CRISTOVAM BUARQUE

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

PR ?

Para quem achava que a sigla PR é Partido da república, enganou-se, significa "Partido de Resultados", isso mesmo, pois ao eleger o Tiririca, o partido estava de olho não só nos votos, como também na partilha do fundo partidário, veja a seguir a matéria do Estado:


22 de novembro de 2010 09:14

Tiririca renderá R$ 2,7 milhões por ano para seu partido

Agência Estado
Ao fazer do palhaço Tiririca sua principal aposta eleitoral em São Paulo, o PR o transformou não apenas em puxador de votos, mas também em "puxador de dinheiro". Os mais de 1,3 milhão de eleitores que consagraram o deputado eleito valerão para sua legenda cerca de R$ 2,7 milhões por ano no rateio do Fundo Partidário.
Esse "bônus Tiririca" equivale a mais de cinco vezes o valor aplicado pelo partido na campanha do candidato, na qual se apresentou como "abestado" e celebrizou o slogan "pior que tá, não fica".
O Fundo Partidário é formado por recursos públicos e dividido de acordo com a votação de cada legenda. Graças ao desempenho eleitoral deste ano, o Partido da República - chamado por alguns de seus próprios líderes de "Partido de Resultados" - vai elevar de 4,5% para cerca de 7,5% a sua fatia no bolo de R$ 201 milhões do fundo. Sua receita anual deve subir de cerca de R$ 8 milhões para pelo menos R$ 14 milhões.
Tiririca, que teve 6,4% dos votos para a Câmara dos Deputados em São Paulo, é o principal responsável por esse avanço, mas não o único. Em outros quatro Estados o deputado federal mais votado é do PR. Três deles tiveram até mais eleitores que o palhaço, em termos proporcionais - um exemplo é o ex-governador Anthony Garotinho, que teve 8,7% dos votos no Rio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 21 de novembro de 2010

Show biz...

Claudia Leite é vaiada no Paraná...

A cantora de axé, Cláudia Leite foi vaiada num show e não gostou, fez um desabafo para o público, que no entendimento desse que vos escreve, foi equivocado e infeliz, só lendo a matéria ( http://br.noticias.yahoo.com/s/18112010/48/entretenimento-claudia-leitte-vaiada-desabafa-show.html ) e assistindo ao vídeo ( http://www.youtube.com/watch?v=RlLAqiRsW2w&feature=player_embedded ) para ter ideia do que estou falando...

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Sinais dos Tempos.

Recebi o link ( http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=50881 ) para o texto abaixo, agradeço meu tio pelo envio, e gostaria de compartilhar com vocês, o conteúdo transporta-nos a uma reflexão de como pensamos os novos tempos, tenham uma boa leitura:
Terça-Feira, 14 de setembro de 2010
13.09.10 - MUNDO
Sinais dos Tempos





Frei Betto *
Adital -
O mercado é o novo fetiche religioso da sociedade em que vivemos. Antigamente, nossos avós consultavam a Bíblia, a palavra de Deus, diante dos fatos da vida. Nossos pais, o serviço de meteorologia: "Será que vai chover?". Hoje, consulta-se o mercado: "O dólar desvalorizou? Subiu a Bolsa? Como oscilou o mercado de capitais?". Diante de uma catástrofe, de um acontecimento inesperado, dizem os comentaristas econômicos: "Vamos ver como o mercado re­age". Fico imaginando um senhor, Mr. Mercado, tran­cado em seu castelo e gritando pelo celular: "Não gostei da fala do ministro, estou irado." Na mesma hora os telejornais destacam: "O mercado não reagiu bem frente ao discurso ministerial".
Para as agências de publicidade, o mercado no Brasil compreende cerca de 40 milhões de consumidores. Neste país de 190 milhões de habitantes, uma minoria tem acesso aos bens supérfluos. Os demais, só aos de necessidade indispensável. O grande desafio das pessoas em idade produtiva, hoje, é como se inserir no mercado. Devem ser competitivas, ter qualificação, disputar espaços. Sabem que o sistema recomenda não levarem a sério conotações éticas e encarar como quimérico um planejamento de inclusão das maiorias. O mercado é, agora, internacional, globalizado; move-se segundo suas próprias regras, e não de acordo com as necessidades humanas.
A crise da modernidade é, portanto, também a do racionalismo. No início da modernidade, principalmente na época dos iluministas, a religião era considerada superstição. Camponeses da Idade Média regavam seus campos com água benta, agradeciam aos padres (que, diga-se de passagem, cobravam pela água benta) e depois louvavam a Deus pela boa colheita. Até o dia em que apareceu um senhor oferecendo a eles um pozinho preto, o adubo, que também custava dinheiro, mas não dependia da ira ou do agrado divino - bastava aplicá-lo à terra e aquilo facilitava a colheita.
O adubo funcionou melhor que a água benta! Muitos camponeses perderam a fé, porque a concepção de Deus predominante na Idade Média era a de um Ser utilitário. (Por isso se costuma dizer, em teologia, que Deus não é nem supérfluo nem necessário; é gratuito, como todo amor).
Outrora, falava-se em produção; quem tinha um capital, precisava investi-lo, produzir. Hoje, fala-se em especulação. Dinheiro produz dinheiro. A cada dia, através de computadores, bilhões de dólares rodam o planeta em busca de melhores lucros. Passam da Bolsa de Singapura para a de Tóquio, desta para a de Buenos Aires, desta para a de São Paulo, desta para a de Nova York, e assim por diante. Agora, em Singapura, provavelmente estarão discutindo o que fazer com US$ 6 bilhões disponíveis no mercado.
Outrora, falava-se em marginalização. Alguém marginalizado no emprego ainda tinha esperança de voltar ao centro. Hoje, marginalização cedeu lugar a outro termo, exclusão - o ser humano excluído não tem esperança de volta, porque o neoliberalismo é intrinsecamente excludente. A exclusão não é um problema para ele, tal como a marginalização era para o liberalismo: é parte da lógica de crescimento do sistema e da acumulação de riquezas.
Antes, falava-se em Estado, o importante era fortalecer o Estado. Um ministro da ditadura militar chegou a declarar: "Vamos fazer crescer o bolo, depois haveremos de dividi-lo." Só que o bolo cresceu, e o gato comeu; não se viu o resultado. Aqueles mesmos políticos que advogavam o crescimento do Estado defendem, hoje, a sua destruição, com o sofisticado lema da ‘privatização’.
Não sou radicalmente contrário à privatização, nem estatista. Há países ricos - como a França e o Reino Unido - nos quais os serviços públicos estatais funcionam muito bem. Não é por serem públicas que as empresas e os serviços devem operar negativamente. A história é outra: muitos políticos, que deveriam ser homens públicos, estão prioritariamente ligados a empresas privadas, de maneira que não têm interesse em que as coisas públicas, estatais, funcionem bem. O maior exemplo disso é o serviço de saúde no Brasil. São US$ 8 bilhões circulando por ano nos planos privados de saúde, que atendem apenas 30 milhões de pessoas numa população de 190 milhões. Por que o SUS haveria de funcio­nar bem? Outrora, alguém ficava doente e dava graças a Deus por conseguir um lugar no hospital. Hoje, as pessoas morrem de medo de ir para o hospital. Hospital virou antessala de cemitério.
A privatização não é só econômica, é também filosófica, metafísica. Tem reflexos na nossa subjetividade. Também nos tornamos seres cada vez mais privatizados, menos solidários, menos interessados nas causas coletivas e menos mobilizáveis para as grandes questões. A privatização invade até mesmo o espaço da religião: proliferam as crenças ‘privatizantes’, que têm conexão direta com Deus. Isso é ótimo para quem considera que o próximo incomoda. É a privatização da fé, destituindo-a da sua dimensão social e política.
Enfim, hoje fala-se em globalização; ótimo que o planeta tenha se transformado numa aldeia. O que preocupa é constatar que esse modelo é, de fato, a imposição ao planeta do paradigma anglo-saxônico. Melhor chamá-lo de globocolonização!
[Autor de "Hotel Brasil - o mistério das cabeças degoladas" (Rocco), entre outros livros.


Copyright 2010 - FREI BETTO - Não é permitida a reprodução deste artigo em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização do autor. Assine todos os artigos do escritor e os receberá diretamente em seu e-mail. Contato - MHPAL - Agência Literária (mhpal@terra.com.br)].
* Escritor e assessor de movimentos sociais

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Em tempos de eleições...

Em tempos de eleições sempre é bom lembrar que voto é coisa séria e deve ser usado com consciência, e que independentemente da classe social, religião, crença, etc, ele tem o mesmo peso.

O vídeo anexo remonta-nos a um fato a pouco tempo discutido: as paródias aos candidatos a cargos eletivos, por programas e humoristas deveriam ou não serem permitidas?

Resposta rápida: Não. Pois seria plágio, tendo em vista que teríamos dois programas exatamente com o mesmo conteúdo, o horário "gratuito" da propaganda eleitoral, que não passa de uma sequência de palhaçadas, tentando enganar os bobos da corte(todos nós eleitores) e os próprios programas humorísticos.

Outros vídeos do autor, disponíveis em http://www2.lucianopires.com.br/videos .

Obs.: Agradeço minha querida esposa, companheira, amiga, Lú, pelo envio do vídeo.
 

domingo, 29 de agosto de 2010

Extrato parlamentar.

Um companheiro (não de legenda e sim de luta), enviou-me um link para o site abaixo, aproveito para compartilhar:

Seja bem-vindo ao Extrato Parlamentar.
Este sistema tem por objetivo calcular a afinidade política de suas ideias com os deputados do Congresso Nacional.
O cálculo de afinidade é baseado em modelos matemáticos, sendo isento de qualquer vínculo político ou partidário.
Utilize estas informações como um recurso adicional na escolha dos seus candidatos nas próximas eleições.

Link para o site: http://www.votoaberto.com.br/extratoparlamentar/index.php

domingo, 22 de agosto de 2010

Oi! Tudo bem?

O título da mensagem na verdade é o título da música do Garotos Podres (Oi! Tudo bem?), que transcrevo logo abaixo e logo depois justifico "o porquê" que usei essa letra:

Oi! Tudo Bem?

- Oi, tudo bem?
- Tudo Bem...
...Fora o tédio que me consome,
todas as 24 horas do dia,
fora a decepção de ontem a decepção de hoje,
e a desesperança crônica no amanhã,
tenho vontade de chorar,
raiva de não poder,
quero gritar até ficar rouco,
quero gritar até ficar louco,
isso sem contar com a ânsia de vômito,
reação a tal pergunta idiota
...Fora tudo isso, tudo bem.


Nos últimos dias tenho mais ouvido do que falado, consequentemente tenho redigido o mínimo de mensagens, contudo ao me deparar com o horário eleitoral, fui obrigado a quebar minha reclusão, como podemos assistir inertes a tanta baboseira e o desfile de tanto charlatão (no sentido de explorar a boa-fé do público) no horário eleitoral? Gente que se aproveita de sua atividade como ator, por exemplo, o humorista Tiririca, comenta em sua propaganda eleitoral, "...o que é que faz um deputado federal, na realidade eu não sei, mas vote em mim, que depois eu te conto...", ou ainda, "...vote no Tiririca, pior do que tá, não fica...", segue o link do Youtube para você conferir - http://www.youtube.com/watch?v=bRBVA-BiZVQ.

Lógico que, o Tiririca é apenas um exemplo da afronta à inteligência do eleitor brasileiro, que aceita de forma passiva esse bando de pulhas, simplesmente propondo NADA ao eleitor, eles querem mesmo é ter acesso às verbas de gabinete, passagens aéreas, e muitas outras benesses, que a maioria esmagadora da população não tem acesso.

Vale a pena ainda conferir o texto de Alê Rocha, do Yahho colunistas:  Terror eleitoral nada gratuito, ele manda bem ao informar os números de toda essa palhaçada chamada horário eleitoral gratuito.

sábado, 24 de julho de 2010

Na briga pela audiência vale tudo.

A violência já tomou seu espaço nos telejornais brasileiros e a exposição excessiva de alguns casos, acabam sendo nada mais do que o BBP - big brother policial, que na singela visão desse que vos escreve, deveriam ser mantidos em sigilo, para que as investigações não sejam comprometidas, o texto abaixo sintetiza esse pensamento:


Yahoo Colunistas - Opinião - televisão
Por Ale Rocha . 23.07.10 - 15h29

Os limites da violência

Não há dúvidas que a violência é um prato cheio para a televisão. Desde a década de 90, telejornais sangrentos disputam a atenção do telespectador. Um dos primeiros a explorar crimes em busca da audiência foi o “Aqui Agora”, exibido pelo SBT entre 1991 e 1997. Com o slogan “um jornal vibrante, uma arma do povo, que mostra na TV a vida como ela é!”, o programa chegou a exibir o suicídio de uma jovem, que se jogou do alto de um prédio na região central de São Paulo.
Outras atrações do gênero surgiram na cola do “Aqui Agora” e aproveitaram a violência para ganhar alguns pontos no Ibope. “Cidade Alerta” (Record), “Repórter Cidadão” (RedeTV!), “Brasil Urgente” (Band), “190 Urgente” (CNT) e “Balanço Geral” (Record) fizeram a fama de jornalistas e apresentadores como José Luiz Datena, Marcelo Rezende e Carlos Massa, o Ratinho. Sem esquecer o clássico “Cadeia Nacional”, da extinta Rede OM de Televisão, comandado pelo falecido Luiz Carlos Alborghetti, autor de frases como “bandido é bandido, malandragem, e bandido você tem que mandar matar!”.
Olhando para o passado, fica a sensação que o fundo do poço sempre pode ser mais profundo e ainda conta com um calabouço. Casos mais recentes, como a cobertura da morte da menina Isabella Nardoni e do julgamento do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, revelam que os casos policiais transcendem os telejornais sangrentos. Atualmente, a morte virou um componente obrigatório na televisão. Basta observar a cobertura sobre a morte da advogada Mércia Nakashima e sobre o desaparecimento de Eliza Samudio.
O “Big Brother” policial é alimentado pela exibição e reexibição exaustiva de vídeos exclusivos obtidos de forma nada transparente e que expõem procedimentos que deveriam ser sigilosos, casos do depoimento do goleiro Bruno dentro de um avião e do interrogatório de Mizael Bispo de Souza, suspeito da morte da advogada Mércia Nakashima.
Adicione a isso dezenas de entrevistas com pretensos especialistas que infestam programas femininos e de variedades, como o “Hoje em Dia” (Record) e “A Tarde é Sua” (RedeTV!), entre outros. A busca por uma fatia do bolo é tão desesperada que, nesta semana, até mesmo o matinal e leve “Mais Você” (Globo) abordou o desaparecimento de Eliza Samudio. Ana Maria Braga entrevistou Fernanda Gomes de Castro, amante do goleiro Bruno.
A transformação de investigações policiais em novelas ou reality shows coloca a ética jornalística em discussão. Até que ponto a televisão pode se aproveitar de um momento de dor em busca de audiência, anunciantes e retorno financeiro?
Por mais que a TV não seja a única fonte de informação, e venha perdendo força neste terreno, ela ainda reina absoluta entre os brasileiros. Não se pode ir às favas com o respeito às vítimas e transformar a morte em algo explícito e prolongado apenas para garantir audiência.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ações que fazem a diferença.

Para quem acha que as escolas públicas de Barueri, na grande São Paulo, só servem para aparecer no CQC (Band), desviando doações da população. Na reportagem em questão do CQC, foi uma tv de lcd, porém denunciou-se o desvio de outros itens, mas como o intuito da minha mensagem é divulgar coisas positivas, trabalho de gente séria e não de político que faz uso do poder para empregar diversos parentes, enfim, vamos ao que interessa, como os anexos são grandes, peço-lhes que leiam as matérias na íntegra diretamente nas páginas: Estudantes separam e recolhem lixo na escola e Mascarenhas - prata da casa.

sábado, 3 de julho de 2010

Sobre copa do mundo - 3.

A derrota do Brasil nas quartas de final, foi de um modo geral, uma decepção, até para esse que vos escreve (acho uma bobeira, perder tempo com a tal “seleção” de futebol).

Porém não vou fazer análises, como as que estão chovendo por aí, querendo achar os culpados pela derrota, creio que não existam culpados, e sim a percepção de que jogo, é jogo, então somente, perde-se ou ganha-se, se não, não seria jogo e sim um romance, ou uma fábula, onde poderíamos sempre acabar com um final feliz.

Viagem a parte, estou escrevendo para relatar como somos boçais, isso mesmo, boçais, explico porquê.

Estava na tarde deste Sábado em Sorocaba-SP, e para minha surpresa, no centro da cidade, encontrei diversas pessoas aos berros, comemorando a derrota da Argentina para a Alemanha. Fogos, carreata e até bandeirolas da Alemanha, foram vistas, tudo isso porque “los hermanos” levaram uma goleada, merecida, diga-se de passagem, nosso silêncio, seria um tapa e tanto na cara dos argentinos.

Não sou fã do Maradona, até acho que sua arrogância, acabou sendo culpada pela derrota argentina, agora nós brasileiros fazermos festa somente para se vingar, pois também fomos eliminados, merece reflexão, afinal de contas, onde está o espírito de competição, que deveria permear, não só a copa do mundo, mas todos os eventos esportivos, creio tratar-se de um momento único, para que todo o mundo possa se reunir e partilhar de momentos ímpares, seja de alegria, seja de tristeza, faz parte do jogo (não sairão vários ganhadores da competição), então na minha humilde visão, a rivalidade, torna-se boçalidade, pois não precisamos sair às ruas comemorando pelos outros; diz-se de forma chula que, “estamos gozando com o (?) dos outros”, o Maradona e a Argentina, tomaram a lição deles, não precisamos ser anti-esportistas, como eu presenciei nas ruas de Sorocaba.

De qualquer forma, em 2014, a competição será por aqui, vamos torcer que a tal “seleção brasileira de futebol”, seja realmente capaz, de tirar o grito que está entalado na garganta de “É HEXACAMPEÃO”.

E como diriam alguns: - afinal o Brasil é o país do futebol*.




*e da corrupção, do levar vantagem em tudo, do povo que não reclama, e etc.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Em ano de eleições, sempre é bom lembrar...

Como estamos em ano de eleições, lembro o texto do dramaturgo alemão, Bertold Brecht, "O analfabeto político":

O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.
Segue link de uma das versões disponível no Youtube:
 O analfabeto político - versão Youtube. .

Faça um político trabalhar, nas próximas eleições não reeleja ninguém. Cara nova para o congresso nacional.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Paródia - vazamento de óleo da BP.

Abaixo segue link para a paródia feita em cima do desastre ocorrido no Golfo do México, o vazamento de óleo que até agora a BP não resolveu:


Youtube - BP spills coffe.

domingo, 20 de junho de 2010

Sobre copa do mundo 2.

Abaixo transcrevo texto da FSP, de 20 de junho de 2010, confira:

São Paulo, domingo, 20 de junho de 2010


VINICIUS TORRES FREIRE

A economia do futebol chato

Livre mercado de atletas e racionalização do negócio esportivo uniformizaram e "europeizaram" o esporte

"NÃO HÁ mais time bobo." "As seleções jogam de modo cada vez mais parecido." "O futebol da Copa é cada vez mais chato." Cada um desses clichês têm muita verdade; todos refletem uma tendência inevitável e fenômenos conhecidos:
1) O futebol é um negócio europeu e um produto montado finalmente na Europa, com recursos naturais importados do resto do mundo;
2) Os "softwares" (técnicas e táticas) de treinamento são tão acessíveis como planilhas de cálculo;
3) Como qualquer negócio, o futebol é orientado pela maximização de resultado, do campo de jogo à contabilidade, e pelos interesses do corpo burocrático que o dirige;
4) Em termos esportivos, a Copa é prejudicada pelos interesses do negócio europeu do futebol.
A Copa é jogada no final da temporada europeia. Nos clubes, os atletas atuam no limite da capacidade humana, o máximo de tempo possível e exigido por clubes, patrocinadores e TVs. Ao fim da temporada, estão esgotados ou machucados. O interesse dos clubes limita cada vez mais o treinamento das seleções a raras semanas ou a um dia antes de jogos de torneios preparatórios. As seleções, pois, mal existem como equipes entrosadas.
Os principais jogadores do mundo atuam em times europeus. As transferências de atletas são tão antigas como a primeira Copa. Mas começaram a se tornar rotina nos anos 1980. Passaram ao estágio de livre comércio em 1995. O negócio agora em parte regride a algo parecido ao estabelecimento de feitorias coloniais. Em vez de pagar caro por jogadores prontos e famosos, clubes europeus adquirem atletas juvenis e infantis. Ou criam centros de recrutamento e treino de crianças em países das Américas e da África.
A seleção brasileira de 1982 foi a primeira a contar com jogadores "estrangeiros", que jogavam no exterior: 3 de 22. A de 1990 inaugurou a maioria de "estrangeiros": 12 de 22, como a de 1994. Nas de 2006, 20 de 23 eram estrangeiros. Como o time desta Copa de 2010.
Desde 2002, o Brasil "vende" em média cerca de 800 jogadores por ano. Quase 60% da exportação destina-se à Europa. Na Inglaterra, 59% dos jogadores são estrangeiros. Em Portugal, 54%. Na Alemanha, 52%. Itália, 40%. Espanha, 37% (dados de 2008, do Professional Football Players Observatory).
A internacionalização dos times europeus foi impulsionada por uma decisão da Corte de Justiça Europeia, de 1995, liberando os times de cotas para jogadores estrangeiros e dando cabo de contratos que contrariavam a lei europeia de livre fluxo de trabalhadores. Pelo mundo, seguiram-se medidas que abririam o mercado de atletas e os libertariam da propriedade dos clubes.
A mundialização deveu-se ainda ao crescimento do negócio europeu do futebol, favorecido em especial pela alta da renda publicitária. Oligopólios transnacionais pagam cada vez mais para aparecer em transmissões planetárias.
Cada vez mais cedo, atletas submetem-se a rotinas de treinamento e práticas de otimização de resultados muito similares. Fazem-no em campos europeus, segundo técnicas e tradições esportivas do continente, ou lá adaptadas. Antes da "mundialização", os atletas diferenciavam sua maneira de jogar graças à heterogeneidade cultural no modo de encarar o jogo.

vinit@uol.com.br

sábado, 12 de junho de 2010

Sobre copa do mundo.

Pegando embalo no assunto do momento, está acontecendo mais uma copa do mundo, na África do Sul, este inquieto torcedor, acredita que o fato da copa ocorrer no continente africano, depois de todas as críticas, recebidas da Europa e Estados Unidos, quanto a capacidade de oferecer estrutura e segurança, mostra que a inclusão daqueles menos favorecidos, ao que chamam de mundo globalizado, é urgente, tendo em vista que, o povo africano, com toda sua ginga e garra, está demonstrando que é possível fazer um evento mundial, de forma mais simples, porém, não menos empolgante, como lembrou um camarada em uma mensagem, UBUNTU! Abaixo, transcrevo algumas opiniões sobre a copa:

Sobre torcer para a seleção brasileira, o ator José Wilker dá o recado:

"Adoro assitir futebol na televisão. Alguns vejo até mais de uma vez, mas a seleção brasileira não me desperta qualquer entusiasmo. Fora o Robinho que tem uma molecagem encantadora, todo o resto não empolga. Essa questão de sermos guerreiros e compatriotas na Copa é uma burrice. Futebol é esporte, só isso. Misturar patriotismo e futebol é de uma infantilidade tremenda. Às vezes me pego até com vontade de torcer para seleção de Camarões ou da Espanha", argumentou.
matéria completa em: Te contei;

Abertura da Copa: festa de gente pobre ou crítica de pobres de espírito? Leia mais em: O palpiteiro.

Dá-lhe Africa do Sul!

domingo, 6 de junho de 2010

Para assistir e refletir.

Depois do feriado quase prolongado (trabalhei na sexta), domingo, é o dia de amargar aquela tristeza, pois na segunda retoma-se a rotina. Então para amenizar a situação, assisti nesta tarde de domingo, alguns programas, dos quais comento/indico três:

- A'uwe, tv Cultura( http://www.tvcultura.com.br/auwe/ ), no documentário deste domingo foi abordada a propriedade dos conhecimentos indígenas;

- Ecoprático, tv Cultura ( http://www.ecopratico.com.br/index.php ), a cada programa, uma casa/família é escolhida para uma reciclagem de hábitos relacionados a sustentabilidade no dia-a-dia, vale a pena conferir as dicas para reciclagem e sustentabilidade;

- Canal Futura, documentário: Mandela, em nome da liberdade ( http://www.youtube.com/watch?v=hyL27rqElZQ&feature=player_embedded ), retrata a vida de Nelson Mandela, os anos na prisão, sua forma de pensar como Ghandi, ou seja, a não violência como forma de discutir questões importantes e globais. Um pouco mais sobre Mandela, confira em: UOL educação - http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u722.jhtm .

A composição dos três programas mostra-nos o quanto é importante, a natureza e tudo o que ela pode oferecer, a reciclagem e seus benefícios para uma sociedade sustentável e, acreditar que é possível através da não violência, pensar num mundo mais justo e igualitário, depende somente de nós, reflita a respeito e passe adiante esse conceito.

Tenham uma ótima semana.

domingo, 16 de maio de 2010

A violência não é a resposta.

O título da mensagem refere-se a uma frase, dita diversas vezes por um norte americano, Monty Roberts, o encantador (domador) de cavalos e que foi tema da reportagem do globo rural deste domingo, para quem não assistiu, segue o link da reportagem ( http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTO0-4370-340843,00.html ), que também mostrou o trabalho desenvolvido pela ANDE-BRASIL (Associação Nacional de Equoterapia), e alguns pacientes atendidos na instituição, que sofrem de alguma deficiência mental ou motora.

Diante da frase "A violência não é a resposta", aproveito para fazer o seguinte paralelo, se transportássemos para o nosso dia a dia, não só a frase, bem como a lição de vida que o norte americano dá (assista a reportagem para entender melhor), a violência diminuíria consideravelmente, pois o mesmo foi vítima de maus tratos, por parte do pai, assim como fazia com os cavalos, afinal de contas, o ofício de domador de cavalos foi passado de pai para filho, contudo, com uma diferença gritante, Monty Roberts, não usa a força para domar os cavalos e sim o afago, a conversa, e outras técnicas, ou seja, a não violência.

Por outro lado, a equoterapia, mostrada na reportagem, trás bons resultados no tratamento de pessoas com diversas deficiências mentais e motoras, evidenciando que o homem precisa como nunca viver em harmonia, seja com os outros seres vivos ao seu redor, seja preservando a natureza, para garantir sua própria existência.

E sem me estender muito, esses dois temas, a não violência e a preservação da fauna e da flora, deveriam ser matérias obrigatórias nas salas de aula, principalmente no ensino fundamental. Fica aí minha singela reflexão, quase que semanal. Uma boa semana a todos.

domingo, 2 de maio de 2010

Tocando em frente.

Tive que aceitar algumas mudanças profissionais, que não convém detalhar aqui, contudo me fizeram refletir, quem me conhece, sabe muito bem que curto "o bom e velho rock and roll", porém ao tentar lembrar de alguma letra de música para explicar o quanto precisamos tocar em frente, bingo! Encontrei a letra que exprime meu estado de espírito nesse momento, Tocando em frente, de Almir Sater e Renato Teixeira, que a letra transcrevo abaixo (registre-se aqui que, isso sim é sertanejo, e não os sertanojos atuais):

Tocando em Frente (Composição: Almir Sater e Renato Teixeira)

Ando devagar porque já tive pressa
Levo esse sorriso porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
Eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
Compreender a marcha e ir tocando em frente
Como um velho boiadeiro levando a boiada
Eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou
Estrada eu sou
Conhecer as manhas e as manhãs,
O sabor das massas e das maçãs,
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Todo mundo ama um dia.
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
e no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz
Conhecer as manhas e as manhãs
O sabor das massas e das maçãs
É preciso amor pra poder pulsar,
É preciso paz pra poder sorrir,
É preciso a chuva para florir
Ando devagar porque já tive pressa
E levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
Cada ser em si carrega o dom de ser capaz
De ser feliz

Obs.: Assista, clicando aqui, a um dos diversos vídeos de Tocando em frente no YOUTUBE.

domingo, 25 de abril de 2010

Garapa.

Hoje, domingo, 25 de abril, assisti no canal Brasil, o documentário Garapa, de José Padilha, que mostra de maneira até assustadora um problema que assola todo o mundo, a FOME, para nós brasileiros, em especial, com um número maior de pessoas atingidas, encontra-se o curral eleitoral, conhecido como “norte”(sic), que na verdade trata-se do nordeste brasileiro, não que na região norte também não aconteça tal fato.

Como nordestino, que sou (do agreste sergipano), não poderia deixar de fazer um breve comentário sobre o assunto. Como o documentário, foi exibido na tv paga (Sky), que uma pequena parcela da população brasileira tem acesso, incluindo este que vos escreve, começo aí meu raciocínio.

As emissoras abertas, qualquer uma delas, deveria exibir o documentário, pois no Brasil do século XXI, ainda existem pessoas que não podemos nem dizer que está abaixo da linha da pobreza, elas simplesmente, são invisíveis, pois fechamos os olhos e damos costas para esse tipo de situação, outro dia uma ex-colega de faculdade, pediu-me para excluí-la da sua lista de contatos, tendo em vista as mensagens “fora da realidade”, pois bem, fiz sua vontade, e creio que muitos outros farão o mesmo pedido, não tem problema, o importante é  cada um de nós se preocupe somente com seu “mundo” e mantenha suas conquistas (um bom emprego, carro do ano, casa própria, etc.), afinal de contas quem não alcançou ainda tais conquistas é porque não soube aproveitar as oportunidades, já ouvi diversos colegas de faculdade/trabalho dizerem isso, enfatizo que discordo totalmente dessa lógica.   

E para não me estender muito e o texto ficar cansativo, como gosto de fazer referências, muitas vezes a músicas, creio que, a letra da música do Ratos de Porão, S.O.S. País falido, é mais atual do que nunca, e olha que ela é do início da década de 1990, a história se repete, ou seria um “déjà vu” ? Aproveito ainda, para encaminhar dois links, um para o trailer Vida Maria, animação de Márcio Ramos, produzida em 2006, e que assisti no Anima Mundi de 2007, a história mostra como o nordestino está fadado a seguir exatamente o mesmo modo de vida dos pais, e o outro para o comentário da Veja cinema.

Obs.: Links relacionados - Trailer de Garapa - http://www.youtube.com/watch?v=AqfamHEnpws ; Veja cinema - http://www.youtube.com/watch?v=9vtwxdAWqlE ;  Trailer Vida maria - http://www.youtube.com/watch?v=6-1CjDCmEiM  ; Ratos – S.O.S. País falido http://letras.terra.com.br/ratos-de-porao/237904/ ; Ratos – Reza http://letras.terra.com.br/ratos-de-porao/1449850/ .

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A cidade não para, saudosa maloca...

Nos últimos tempos, ao me deparar com algumas atitudes no mínimo esgoístas, veio a minha cabeça, duas músicas "A cidade - Chico Science & Nação Zumbi""Saudosa Maloca - intérprete: Os Originais do Samba, compositor: Adoniran Barbosa" , vou explicar:

- moro num condomínio (diga-se de passagem, que é cada vez mais comum, as pessoas procurarem por condomínios), onde em tese, seus moradores tem renda suficiente para bancar tal "privilégio", de se fechar para os problemas "lá de fora" e encastelar-se em suas casas amplas, com suas piscinas financiadas em diversas prestações, além do carrão e de outros bens, importantes para o "status", faço questão de frisar que não é meu caso, daí, alguns apontamentos;

- se o verde que nos cerca (estou num condomínio de chácaras) é incômodo, porque o "cidadão" vem morar no meio do mato, e começa a concretar tudo que vê pela frente, verde, para o referido "cidadão" é o gramado do seu campinho de futebol, que substituiu a vegatação original. Deixei pelo menos 100 árvores em meu lote e algumas delas estão invadindo o espaço aéreo de alguns vizinhos, um deles acha que eu deveria derrubá-las, para resolver a tal invasão, até a cerca viva está sendo motivo de reclamação;

- ao fazer a escolha por condomínio, está explicito que será necessário assumir compromissos com os serviços inerentes a manutenção do espaço físico e das pessoas que executarão as tarefas, para fazer com que o espaço comum, seja agradável a todos, contudo, alguns "egoístas" (para não dizer outra palavra a altura, para os inadimplentes), deixam de contribuir com suas taxas condominiais, porém não deixam de dar festas, trocar de carro, construir piscina, churrasqueira, etc, e de usufruir da estrutura bancada pelos pagantes (portaria 24 horas, rondas, recolhimento de lixo e ciscos em suas portas, etc.);

- a minha indignação aumenta, ao ouvir dos "egoístas" a seguinte frase: "preciso acertar o que devo ao condomínio, porém quero desconto, pois a multa de 2%, é abusiva, então proponho pagar 30% do que devo", ou seja, além de não honrar seus compromissos nas datas corretas, ainda se acha no direito de ter desconto, imagina se na data de pagar salários para os funcionários, não houvesse saldo em caixa para pagá-los e assim deixássemos para o próximo mês, impossível, é claro.

Enfim, as letras das músicas em epígrafe fazem-me refletir, o quanto nos tornamos cada vez mais egoístas e materialistas.

...E a cidade se apresenta centro das ambições,
Para mendigos ou ricos, e outras armações.
Coletivos, automóveis, motos e metrôs,
Trabalhadores, patrões, policiais, camelôs.

A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce.
A cidade não pára, a cidade só cresce
O de cima sobe e o debaixo desce...(CSNZ)

..."Deus dá o frio conforme o cobertô"
E hoje nóis pega as palha
Na grama do jardim
E pra isquece nóis cantemo assim
Saudosa maloca, maloca querida
Dim dim dom de nóis passemos dias feliz de nossa vida...(Originais do Samba)

domingo, 18 de abril de 2010

Chega de ser enganado.

fonte:  http://opalpiteiro.blogspot.com

Deixa ver se eu entendo alguma coisa...

TERESA ROSERLEY NEUBAUER DA SILVA foi membro da administração tucana que cuida da Educação no Estado de São Paulo há mais de 10 anos.

Tem parceria com a Fundação Victor Civita, ligada à editora Abril.

A editora Abril é dona da Veja.


A Fundação Victor Civita e a Ong de D. Neubaeur tem negócios com empresas do Estado de São Paulo, como a Sabesp.


O Ministério Público acha estranho que uma ex-secretária de Estado receba dinheiro público por meio de uma ong para a prestação de serviços.

Perguntar não ofende: por que um escândalo desses não vira capa da Veja ou da Folha?

http://colunistas.ig.com.br/luisnassif/2010/04/13/os-negocios-da-educacao-em-sao-paulo/#more-55860

domingo, 11 de abril de 2010

Redes sociais virtuais podem provocar dependência.

São Paulo, domingo, 11 de abril de 2010 
ENTREVISTA

CRISTIANO NABUCO

Até os joguinhos mais populares da internet provocam dependência
A famosa "fazendinha" da rede social Facebook vicia mais que sites pornográficos, diz psicólogo especializado em tratar adictos de computador

HÁ TRÊS ANOS, o psicólogo Cristiano Nabuco atende viciados em internet, no Hospital das Clínicas de SP. "Achávamos que sexo lideraria os problemas, mas as redes de relacionamento são responsáveis pela maioria das dependências", diz. Uma das novas "drogas" é o "Farmville", aplicativo mais popular do site social Facebook, com quase 90 milhões de usuários no mundo e mais de 1 milhão de fazendeiros virtuais no Brasil.

JULLIANE SILVEIRA
DA REPORTAGEM LOCAL
Parecem inofensivos. Mas esses novos jogos reúnem todas as características favoráveis à dependência: aumentam a autoestima, propiciam uma ascensão rápida (ainda que virtual), tornam-se mais difíceis nas fases seguintes.
Dessa forma, alerta o psicólogo, exercem mecanismos semelhantes aos de vícios em outros tipos de entretenimento: o usuário busca esse mundo para fugir dos problemas e simular uma vida social bem-sucedida.
"No tratamento, buscamos fazer um paralelo com o paciente para mostrar o quanto a internet não é uma opção, mas uma rota de escape de uma vida empobrecida", diz Nabuco.
Leia a seguir trechos da entrevista concedida à Folha.

 
FOLHA - Que riscos os jogos virtuais trazem?
CRISTIANO NABUCO
 - Quando analisamos seus efeitos negativos, a primeira coisa que vem à mente são os de combate. Eles favorecem a ascensão rápida nas fases iniciais para mexer com o ego do jogador e, depois, exibem dificuldades. Um dos poucos estudos sobre o assunto mostrou que, após dez minutos de jogo, há liberação de dopamina, neurotransmissor que motiva e aumenta a atenção.
FOLHA - Esses mecanismos também são encontrados nos jogos do Facebook e do Orkut?
NABUCO
 - Nos jogos mais recentes, como o "Farmville", há uma mescla de rede social com a perspectiva de poder administrar sua "propriedade". Ainda não temos fundamentos para explicar quais mudanças bioquímicas ocorrem. Mas, diferentemente de destruir, você passa a dividir, doar, construir. É como se a sua generosidade fosse praticada virtualmente.
FOLHA - Mas isso não seria bom?
NABUCO
 - A princípio, esses jogos seriam inofensivos. Mas veja este exemplo: atendi uma senhora de 52 anos que não tinha disposição para sair e estava com problemas de desempenho no trabalho. Parecia depressão até que, no quinto encontro, ela me contou que se cansava por causa dos horários em que ficava na internet. "Tenho uma fazenda, doutor. Quer ver no seu computador? Tenho de acordar às 4h da manhã para colher os morangos, senão eles estragam." Parecia uma menina mostrando sua Barbie nova! Tinha a fazenda mais bonita da comunidade virtual e não poderia correr o risco de perder esse "título".
FOLHA - Onde esses diferentes tipos de jogos se encontram no que diz respeito à dependência?
NABUCO
 - Todos promovem o aumento da autoestima. Para pessoas com depressão, fobia social ou um problema psicológico pontual, a perspectiva de "controlar" um ambiente se torna uma porta de fuga de realidades mal vividas. Essa paciente descrevia uma qualidade de vida muito ruim e tinha uma vida virtual muito boa.
FOLHA - Como ocorre essa promoção da autoestima?
NABUCO
 - Ela é construída sobre dois pilares: capacidade de controlar a frustração e de mudar o que está em seu entorno. Imagine um obeso que não consegue tolerar a frustração de ser gordo nem dizer aos colegas "não gosto disso" quando sofre uma brincadeira de mau gosto. Na internet, é só deletar quem os atinge. Lá, ele é o que não consegue ser de fato.
FOLHA - O "Farmville" e outros jogos complementam essa estrutura?
NABUCO
 - Dão chances de o indivíduo realizar sonhos muito rapidamente, desejos e fantasias que não conseguiria de outra forma. E, de quebra, gera a expectativa de ser admirado.
FOLHA - Esse bem-estar persiste por muito tempo?
NABUCO
 - Quem joga por horas seguidas se sente melhor, mas isso é pouco consistente, porque sabe que o sucesso está restrito à vida virtual.
FOLHA - O Brasil figura entre os maiores usuários das redes de relacionamento. Esses fatores teriam alguma relação?
NABUCO
 - Talvez você consiga igualar as pessoas por meio da internet, o que tem impacto por aqui. O menino da periferia pode ser ouvido em seu jogo da mesma forma que alguém em melhor posição social.
FOLHA - As redes sociais também são agentes da dependência?
NABUCO
 - Ninguém chega no meio de uma sala e diz "Pessoal, saí com fulano", porque é ridículo, mas muitos publicam isso em sites de relacionamento para milhões lerem. Para que você seja legitimado entre os demais, tem de ter sua página virtual. As pessoas estão viciadas em se relacionar pela internet. As redes dão um grau de satisfação e aceitabilidade que elas não teriam no mundo real.
FOLHA - O dependente é sempre mal resolvido com a vida?
NABUCO
 - Os profundamente dependentes perdem a habilidade de manejar o tempo que passam na vida virtual. Em 99% dos dependentes, há depressão, fobia social ou transtorno bipolar. Geralmente, há questões mal trabalhadas, como problemas familiares.
FOLHA - Mas, então, essa dependência é sintoma de outra doença?
NABUCO
 - Acreditou-se nisso por muito tempo. Mas observamos hoje comportamentos nesses pacientes que levam ao diagnóstico de dependência.
FOLHA - Quais são esses critérios?
NABUCO
 - Falar só de Orkut e de jogo, ter noção de que faz uso excessivo, mas não conseguir reduzir o tempo, apresentar depressão ou ansiedade, tender a mentir sobre uso abusivo, sofrer impacto na vida profissional e social e ter oscilações de humor se não acessa a internet.
FOLHA - Muitos correm o risco de perder a noção do real e do virtual?
NABUCO
 - O jovem não dá o telefone na balada, passa o MSN. Não liga, manda torpedo. Até a comunicação sofre interferências do mundo virtual. Quanto mais eu fico na internet, mais ocupo meu cérebro com essa vida virtual. Ele perde momentaneamente a habilidade de discernir o que é virtual do que é realidade.

NA INTERNET - www.dependenciadeinternet.com.br

sábado, 10 de abril de 2010

A culpa é de quem?

Vou iniciar meu texto com um trecho da música da Legião Urbana, meninos e meninas, onde temos:

"...Então, a culpa é de quem? A culpa é de quem? ..."

É a pergunta que me faço e, aproveito e repasso, pois com os acontecimentos dos últimos meses, onde as chuvas assolaram, vários estados brasileiros, mas com maior destaque para o Rio, que nesta semana está enfrentando uma situação caótica, penso, somos culpados pela situação vivida por aquelas pessoas que estão sofrendo com os estragos causados pelas chuvas. Sinto-me culpado, por conta de não saber eleger representantes decentes para o legislativo e para o executivo, seja ele, municipal, estadual ou federal.

Depois que a tragédia vem a tona, aparece um montão de gente para dizer que “a área onde as casas estavam, era de risco”, ou então, como ouvi no jornal da noite, “a defesa civil já havia alertado para o problema”, se já era conhecido o problema, porque não preveniram? É necessário centenas de pessoas perderem a vida, para que o governador consiga algumas moradias, fora das áreas de risco, financiadas pelo “minha casa, minha vida”, que já veio tarde, pois as famílias que receberão o benefício, estão destruídas.

Cabe a todos nós, dar um basta nessa hipocrisia, governante e poder público que só aparecer quando o pior já aconteceu, quando famílias foram destroçadas, e centenas de moradias desceram morro abaixo; o morro está lá, todo dia com barracos e casas de alvenaria novas, que desafiam as leis da física e a engenharia, o Estado faz de conta que não vê, as concessionárias de água e energia, instalam seus relógios, pois independente de onde esteja a moradia, o importante são os lucro$, e assim, mais e mais morros são ocupados, desmatados, concretados e no final das contas, a culpa é do excesso de chuvas.

É absurdo parte de um bairro ser erguido em cima de um lixão desativado, e simplesmente o poder público não fazer nada para impedir a ocupação do local, pelo contrário fez obras a fim de “melhorar a infraestrutura” da localidade, é muita incompetência.

Portanto devemos neste ano de eleições, darmos uma resposta a altura, não reeleger ninguém, e votar em gente que realmente tenhamos confiança, e depois de eleitos acompanhar e cobrar o cumprimento de suas obrigações, a mais importante, está servir em a população, para o bem da população.

E como canta os Garotos Podres, na música Anarquia oi, “...Não acredite, em falsos lideres, pois todos eles, vão te trair...”, vamos abrir os olhos e usar conscientemente nossos votos.

na imprensa:


São Paulo, quinta-feira, 08 de abril de 2010


CARLOS HEITOR CONY

A condição humana RIO DE JANEIRO - O recente temporal que se abateu sobre o Rio, bem como as tragédias vividas pelo Chile, pelo Haiti e, em doses menores, por outras regiões deste mundo, demonstraram mais uma vez a dicotomia da condição humana em seus aspectos principais: o bem e o mal.
Em primeiro lugar, o bem. Foram comoventes os atos de solidariedade nas tragédias recentes. Para o Haiti e para o Chile, foram canalizados recursos substanciais de todas as partes do mundo. Aqui no Rio, aqueles que a mídia chama de "populares" arriscaram a própria vida para salvar os feridos. O mesmo ocorreu nas cidades atingidas pelos recentes terremotos. Ponto favorável para a condição humana.
Ao mesmo tempo, e nos mesmos cenários, despontou a selvageria com saques e assaltos, que demonstraram os dois lados da mesmíssima condição humana.
Aqui no Rio, os congestionamentos facilitaram assaltos. Os carros abandonados nos alagamentos foram saqueados, como saqueados foram os supermercados do Chile e do Haiti.
Garantem que em algum ponto do universo há um Senhor de barbas brancas que desde o início dos tempos toma nota dos atos humanos para posterior recompensa ou castigo. Foi assim que abriu as cataratas do céu para inundar a Terra com o dilúvio, salvando apenas um justo.
Esse Senhor de barbas brancas deve ter dificuldade para julgar a sua própria criação. Há justos que salvam vidas e dão exemplos de solidariedade e de amor ao próximo. Há vândalos que nada respeitam e aproveitam a tragédia, a aflição do instante para tirar vantagens, muitas vezes insignificantes, só pelo prazer ou pela obrigação de exercer o lado sinistro da condição humana. Um dilúvio não resolve a questão.



São Paulo, quinta-feira, 08 de abril de 2010


CLÓVIS ROSSI

Subdesenvolvidos. E felizes SÃO PAULO - Não deixa de ser uma cruel ironia que o Brasil seja tratado universalmente como potência emergente no momento em que sua cidade mais bonita submerge por inteiro.
Os patrioteiros de plantão dirão que qualquer cidade se afogaria com tanta chuva. É verdade, mas é só parte da verdade. Menos mal que o prefeito do Rio, Eduardo Paes, e o governador, Sérgio Cabral, tiveram o bom senso de acrescentar "problemas estruturais" ao excesso de chuva como responsáveis por tamanho estrago.
"Problemas estruturais", do tipo ocupação selvagem de encostas, como afirmou Cabral, é uma maneira elegante de dizer que o Rio, como o Brasil, não é emergente, é subdesenvolvido.
Pena que Deus, ou a natureza, ou quem seja, vira e mexe envie lembretes a respeito. Hoje, no Rio; ontem, em São Paulo; anteontem, em Angra dos Reis; antes de anteontem, em Santa Catarina; amanhã, sabe-se lá onde.
No mesmo dia em que os jornais se ocupavam com a tragédia carioca, saía pesquisa de uma financeira que pretendia mostrar que estamos emergindo, mas que prova o inverso. Ficamos sabendo que a classe C (ou classe média) foi a que mais se expandiu em 2009, sinal de que já não somos tão pobres.
Não? Vejamos: a renda familiar (a familiar, não a individual) mensal da classe C é de R$ 1.276, o que dá um pouco mais do que dois salários mínimos e bem menos do que os R$ 1.995,28 que o Dieese considera o valor necessário (do mínimo, não da classe média, que, como o nome indica, deveria estar acima).
Comparemos agora com a Espanha, o país rico mais "comparável" com o Brasil: cada desempregado espanhol recebeu em fevereiro, na média, 900, equivalentes a R$ 2.110, ou 65% mais que a renda da classe média brasileira. E os desempregados espanhóis não são chamados de emergentes.
crossi@uol.com.br



sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eu na rede:

Os sites www.jonaldo.com e www.jonaldo.com.br, estão em manutenção, em breve disponibilizarei novos conteúdos.

Enquanto isso através do meu blog, repassarei reportagens e acontecimentos importantes, para começar, logo abaixo seguem dois links, para sites que estão promovendo alguma ação com relação a questão ambiental, confiram:










"...não é por não falar, em felicidade, que não goste de felicidade..." Titãs